"Sempre se é culpado por não esperar o termo fixado por Deus (...) É sempre uma falta de resignação e de submissão a vontade do criador" (pág. 371). Isso mesmo nos casos em que a morte é inevitável e em que a vida é abreviada por alguns instantes.(Allan Kardec, O Livro dos Espíritos)
O sofrimento sempre tem uma causa e sempre há na dor um caráter evolutivo. Os instantes finais da vida corporal podem ser de grande importância na jornada evolutiva do espírito, acreditam os kardecistas. A eutanásia acabaria assim abortando as oportunidades de crescimento pessoal para o paciente e seus familiares que a situação oferece.
É inútil abreviar a vida para fazer cessar o sofrimento, já que a vida não acaba na morte física, e muito menos a dor, que ao contrário, pode até se tornar mais intensa numa vida futura, como forma de penitência pela falta de resignação.
Segundo a conceituação eutanásia seria a morte sem sofrimento; a morte feliz em seu sentido orgânico; porém sobre o aspecto espiritual, como a interpretar?
"Para os espiritualistas reencarnacionistas constituiria um desperdício de tempo e energia apressar o desencarne de qualquer pessoa. Muitas delas necessitam ficar mais algum tempo no corpo carnal, cumprindo os seus ditames cármicos, e nesse caso obrigaria a uma nova vida material para cumprir alguns dias ou meses completando o tempo necessário na eliminação de energias deletérias." (RAMATIS)
A Eutanásia agasalha uma falsa posição de quem a pratica, mesmo quando invocada pela piedade, ante os sofrimentos alheios. Se, por acaso, estivermos neste corpo, implorando por alguns minutos de vida, e a nós fosse negado, será que não acharíamos que esta pessoa, foi egoísta conosco? Pense bem.
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